Arquivos de novembro de 2008
A ostra
Estava a ostra bem quieta, se fazendo parada, aquele jetinho meio ostra. Aí veio a areia e se meteu. A ostra tão acostumada a ser sozinha, se incomodou um pouco – ou muito – mas logo se encantou com a companhia e logo encheu a areia de presentes, deu-lhe um pedaço de si, envolveu aquele pequeno grão com o que tinha de mais belo.
Ostra e areia andam juntinhas ultimamente. Não se sabe ao certo sobre a areia, mas a ostra morre de medo de que lhe levem aquele grão. Porque se lhe tirarem aquela invasora, levarão também um pedaço dela. E porque no fundo o que a ostra tem medo é de ficar sozinha de novo. E mais medo ainda tem a ostra de que a areia tenha vindo só para machucar e dia desses queira ir embora.
Perdão por ser ostra, minha amiga areia.



