Arquivos de 2009
Eu to cansada
Eu preciso de apoio, de algo ou alguém que me faá sentir firme. É raro, mas quando as pernas bambeiam e eu corro para aqueles velhos braços é totalmente insano. Ele me fortalece, é bem verdade. Mas quando passa, fico me sentindo como se fosse uma exploração, como se eu sempre estivesse me aproveitando da boa vontade das pessoas, porque não confio em relações novas, porque não quero me arriscar com pessoas novas, porque quando preciso me apoiar nelas, elas não existem pra mim.
Porque eu sou tão “stand by me” que não consigo entender porque não existem novos stands… Eu to cansada, muito cansada.
Era só uma porta
Quando abri, sabia que você iria entrar, tinha me telefonado por isso… O que eu não esperava era ver seus olhos me perguntando “Should I stay or should I go now?” Antes de te dizer tchau, fiquei pensando se te perguntava se você queria ficar, eu quis perguntar, só não tive coragem. Assim como você também não passou da pergunta através dos olhos. Você esperava que eu fosse mais impositiva? Isso não faria sentido, você sempre soube que eu sou covarde, com você eu sempre fui. Sempre fui convarde com aqueles que amo. Você deveria saber que em essência eu nunca mudei…
Da próxima vez, por favor, me peça para ficar. Eu deixo, você pode.
É como…
…se eu não tivesse coragem para fazer certas coisas.
…se eu não fosse capaz de dizer não.
…se eu fosse viciada nas propabilidades.
…se eu tivesse coragem.
…se eu não merecesse certas coisas.
…se eu estivesse pagando meus erros.
…ser quem eu sou. E é foda.
Quando acaba?
Eu não consigo entender porque cargad d’água algumas pessoas não conseguem entender o não. Eu mandei pastar há quatro anos e de vez em quando (como hoje) ainda recebo e-mails de quem não me esquece. No e-mail só diz “Lembrei de você”, seguido de um texto atribuído ao Arnaldo Jabor, sobre “Quando acaba”, cheio de entrelinhas sobre compreensão sobre relacionamentos. Eu não consigo entender porque esta gana desesperada que ele tem de repetir em cada tentativa de comunicação nos últimos quatro anos que me conhece, que me entende, que sabe que eu tenho medo de amá-lo, que vai me esperar, só falta dizer que me perdoa porque sabe que tudo que eu quero é correr pros braços dele.
Quatro anos, mil quilômetros de distância e eu ainda não me acostumei. Ainda me irrita aquele nome completo estampado na minha caixa de e-mails, mas aí me ocorre que, se eu ignorar, até o final do dia terei mais dois e-mails, amanhã à tarde serão onze e antes do final de semana ele já terá enchido o saco de todos os meus amigos do Rio que têm meu telefone. Então eu respondo secamente e sei que vai encher meu e-mail por uma semana, aí eu posso ignorar de volta.
Eu sempre quis que alguém me amasse de verdade, mas será que precisava ser psicopata? Alguém que não passou nem um mês comigo? Precisa ser um cara obcecado que vai me azedar o juízo pelo resto da vida? Alguém que eu não amo, não gosto, não quero perto de mim; esse erro gigante que cometi há quatro anos parece que nunca vai acabar…



