Arquivos de dezembro de 2010
Foras da Lei
Em algum lugar escuso do mundo, um determinado grupo de pessoas gravou um código moral. Definido não se sabe com base em quê, regido não se sabe por quem. Tudo que se sabe é o tipo de escória humana que o protege.
Como cristãos estúpidos a perseguir pagãos na Europa medieval, empunham tochas, movem-se em bandos inescrupulosos e gritam QUEIMEM AS BRUXAS! Perseguem por razões indignas, medíocres, perseguem o que não compreendem, perseguem porque são ignorantes.
Agem como se tivessem o dever sagrado de proteger algo como um código moral soberano. Mas se esquecem que para julgar com base neste código lhes falta algo: moral ilibada. Como podem se considerar no direito de apontar certo e errado, estes malditos imbecis desprovidos do menor senso de educação e civilidade?
Eu posso aguentar o que fazem comigo, estes filhos de uma puta, porque eu cheguei depois, porque nunca fui bem quista. Mas não consigo aceitar o que fazem com um dos que chamam de melhor amigo, como julgam aquele moço de riso fácil e companheirismo gigantesco. Me dói de uma forma descomunal saber que eu, a mais inconveniente, sou mais amiga do que aqueles paladinos da mediocridade humana, legítimos símbolos do que eu desprezo na sociedade.
Parabéns aos quatro idiotas, célebres senhores da sociedade curitibana, baluartes do feudo do Batel (mesmo não sendo daqui). Conquistaram meu desprezo incondicional, não pelo que fazem comigo – porque eu aguento -, mas pelo que fazem ao seu amigo.
Não fazem por merecer amizade nenhuma, além de uns aos outros.



