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	<title>De chuva, suor e sangue</title>
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		<title>Peso</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 02:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Carrego no peito uma saudade intermitente, lembranças de momentos de poesia que emanam de sentimentos. Carrego também a nostalgia das longas prosas, de dividir garrafas de vinho e de cerveja, sentada em belas companhias nos bancos de praça e nos meio-fios da vida. Carrego ainda a saudade das noites de música ruim, de ventos gélidos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carrego no peito uma saudade intermitente, lembranças de momentos de poesia que emanam de sentimentos. Carrego também a nostalgia das longas prosas, de dividir garrafas de vinho e de cerveja, sentada em belas companhias nos bancos de praça e nos meio-fios da vida. Carrego ainda a saudade das noites de música ruim, de ventos gélidos, de fogueiras que mal conseguiam permanecer acesas. As cartas de baralho soltas, as mãos furtivas a me roubarem isqueiros, os brincos prateados perdidos. Os óculos quebrados em abraços apertados, o amigo derrubado por reflexo, a força que possuo quando o limite é cruzado. O salto quebrado, as roupas rasgadas, o relógio esquecido.</p>
<p>O corpo envolto em cinzas, areia ou ainda molhado de chuva. Os olhos que se fechavam e extraíam sorriso de uma boca há muito selada. Outros olhos rasos de lágrimas quando eu disse adeus. Os gritos que questionavam meu respeito a meu pai, os pneus cantando a me acusar de crueldade, os olhos tristes ao perdoar minha traição, as pernas enfraquecidas pelo desejo que ainda não me permitia, a raiva muda diante dos dedos entrelaçados, a mentira descoberta quando não mais importava, o perdão aceito quando já não amava.</p>
<p>Carrego no peito cada detalhe que já vivi e a ansiedade do que ainda quero viver. Ando cansada da vida. Querendo a serenidade que nunca tive, que por vezes vislumbro naqueles olhos, naquele sorriso que me aquece o coração. Carrego sentimentos demais para não merecer vivê-los todos&#8230;</p>
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		<title>Pequeno relatório do cotidiano</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 15:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[O travesseiro guardou por dias o cheiro do que foi sublime. Respirei, suspirei, me inebriei de nós, sorri me lembrando das conversas, pequenas poesias que nós escrevemos com letras tortas. Assim alimentei a alma enquanto consegui prender as sensações em minha pele e o gosto em minha boca. A casa parece vazia agora, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O travesseiro guardou por dias o cheiro do que foi sublime. Respirei, suspirei, me inebriei de nós, sorri me lembrando das conversas, pequenas poesias que nós escrevemos com letras tortas. Assim alimentei a alma enquanto consegui prender as sensações em minha pele e o gosto em minha boca.</p>
<p>A casa parece vazia agora, o que antes era espaço disponível agora é sua ausência. Há urgências que antes não me pareciam incômodas, como as cortinas. Há um silêncio massacrante que por dias sua voz preencheu. Há de novo apenas um prato solitário no escorredor de louça, uma toalha no varal, uma bagunça de roupas. Há um verdadeiro monólogo em três atos escrito em minhas paredes.</p>
<p>Então hoje acordei cedo, tateei as paredes, revirei as lembranças, olhei para tudo, estarrecida. Como quem acorda de um sonho perfeito e leva uma bofetada com a realidade. Minhas escolhas doem, mal sabe ele a força que precisei fazer para conseguir pronunciar aquele derradeiro pedido em nome de tudo que eu sinto. Minha fragilidade estampada na sua despedida, no adeus apressado de quem não queria ver minhas lágrimas de novo.</p>
<p>Agora eu só quero pedir perdão, por não ser digna de receber de volta o sentimento que ofereço. Por tudo que sinto, sinto muito. O sentimento enorme no meu peito explode e deixa novas marcas de chuva, suor e sangue&#8230;</p>
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		<title>O homem que mudou minha vida</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Não importa onde os ventos nos levem, não importa o que aconteça amanhã, sequer importa se nunca mais houver nada. Eu lhe devo muito e serei eternamente grata. Em parte, por tudo que ele tem me dado, em parte pelo que consegue tirar de mim. Tudo culpa daqueles olhares de um tempo atrás. Olhares que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não importa onde os ventos nos levem, não importa o que aconteça amanhã, sequer importa se nunca mais houver nada. Eu lhe devo muito e serei eternamente grata. Em parte, por tudo que ele tem me dado, em parte pelo que consegue tirar de mim.</p>
<p>Tudo culpa daqueles olhares de um tempo atrás. Olhares que percorreram as linhas do meu corpo, como que escaneando para criar uma imagem mental da qual ele queria se lembrar. Nunca tinha sido olhada dessa forma tão meticulosa, que quando me encarava novamente eu pude sentir ele me chamar de linda. Não acreditei, confesso que não acreditei.</p>
<p>O tempo fez seu trabalho e eu achei que estava certa em não ter acreditado. Dias depois, um pequeno gesto, uma inciativa de conversa inocente &#8211; como se fosse possível uma conversa inocente entre nós &#8211; e logo estávamos pensando como seria.</p>
<p>Nunca vou esquecer aquele primeiro beijo, trêmulo, ansioso, sofrido. Sem dúvida um dos momentos mais doces da minha vida, o dia em que me tornei sua. Ele me pediu mais do que todos os que vieram antes e eu entreguei mais ainda. Tem me feito tão bem atender aos pedidos que eu preciso fazer ainda mais.</p>
<p>Os olhares que me contornam, o hábito de me chamar de gostosa todo dia até eu acreditar, um sorriso que me envolve, um desejo quase desesperado, uma atenção diária que é quase um vício. De tanto ouvir ele me dizer, comecei a acreditar. Eu comecei a mudar, fui para a academia, estou perdendo peso e saindo mais arrumada, confiante.</p>
<p>Então surgiram os olhares de desconhecidos pela rua. Aqueles olhares de desejo que eu nunca tinha recebido na vida. Olhares de quando um homem acha uma mulher bonita. Não importa de quem são, não importa se não tomam atitude, olhares que me fazem carinho e me roubam sorrisos.</p>
<p>Hoje, me sinto realmente linda. Eu me esforcei pra isso, mas não esqueço em momento algum da transformação que ele causou. Estes olhares de tantos outros que recebo eu devo a ele. Ele mudou a forma como eu me via por dentro, eu mudei a parte de fora. Hoje, eu transpareço. Porque foram seus olhares, seu desejo, suas palavras que me fizeram mulher.</p>
<p>Enquanto ele quiser, terá sempre o meu melhor. Principalmente porque ele foi capaz de ver o melhor de mim quando eu ainda não via. E porque ele insistiu muito até me fazer ver. Foi ele quem me deu de presente a auto-estima que nunca tive.</p>
<p>Não importa onde os ventos nos levem, não importa o que aconteça amanhã, sequer importa se nunca mais houver nada. Eu lhe devo muito e serei eternamente grata.</p>
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		<title>Precisa-se de Maestro</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 03:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Este dueto tem sido o espetáculo mais difícil de todos os tempos. Como uma obra para dois solistas, executamos nossos melhores momentos em separado. Não que sejamos virtuosis, mas creio que já passamos do momento em que deveríamos tocar juntos. Quando escolho as partituras, quando dou o melhor de mim, é triste sentir as pausas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este dueto tem sido o espetáculo mais difícil de todos os tempos. Como uma obra para dois solistas, executamos nossos melhores momentos em separado. Não que sejamos <em>virtuosis</em>, mas creio que já passamos do momento em que deveríamos tocar juntos.</p>
<p>Quando escolho as partituras, quando dou o melhor de mim, é triste sentir as pausas solitárias, quando você podia estar ao lado e tocar sua parte, sinto tua ausência e lamento aquele bilhete avisando que você está d&#8217;outro lado do mundo. Então às vezes escuto você tocar ao longe, aquele seu dueto, para mim, mas não comigo. </p>
<p>Me pergunto se não precisamos de um maestro que nos coloque no mesmo palco, no mesmo momento, tocando a mesma música. Porque a plateia já anda a espionar os ensaios, a plateia já anda a comentar o que nós dois ainda relutamos admitir: estamos fora de compasso há tempo demais e não há razão pela qual estamos adiando o óbvio.</p>
<p>Outro dia até falei com o maestro, nas entrelinhas ele me disse que você apenas acompanha, que seu dueto é tão descompassado quanto eu sou em carreira solo. Eu deveria te dizer que quero fazer nosso dueto, mas não tenho coragem, não sem que você me diga que sabe que seu espetáculo atual não é bom.</p>
<p>Então agora eu vejo que temos pouco tempo antes que eu diga adeus, antes de mudar de calçada quando aparece uma flor.</p>
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		<title>Vita Brevis</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 22:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Advertência: para que este texto seja bem entendido, é necessário ter lido anteriormente o livro Vita Brevis, de Jostein Gaarder. Enfim chega o dia de te escrever, Aurel, muitas vezes me perguntei quanto tempo eu levaria para sentir tal necessidade. Eu olho para as coisas que tens dito e não consigo compreender como chegamos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Advertência:</strong> para que este texto seja bem entendido, é necessário ter lido anteriormente o livro <a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10813" target="_blank">Vita Brevis</a>, de Jostein Gaarder.</em></p>
<p>Enfim chega o dia de te escrever, Aurel, muitas vezes me perguntei quanto tempo eu levaria para sentir tal necessidade. Eu olho para as coisas que tens dito e não consigo compreender como chegamos a este ponto. Tuas lindas declarações, teu olhar brilhante quando me ouvia falar do mundo, tudo virou névoa.</p>
<p>O que você quer de mim? Não me diga &#8220;nada&#8221;, Aurel, &#8220;nada&#8221; foi o que te pedi, e não te bastou. Era realmente preciso encher a cesta? Não te acuso de me ter roubado as estrelas, apenas reclamo meu direito adquirido em tuas palavras. Onde deveria ter enterrado tantas expectativas que me fizeste construir?</p>
<p>Tua vida segue e nela não há mais lugar para mim, deixaste bem claro que não seria adequado. Eu te deixei em paz, Aurel. Por que então, quando atendi teu pedido, tu te viraste em minha direção e me atacaste com tamanha força? Onde foram as pequenas poesias e toda nossa prosa? </p>
<p>Tua mão gélida estendida, tua forma correta é apenas o reflexo do mundo plástico em que tu te enquadras, um mundo no qual eu nunca me encaixei e tu sempre soubeste. Por que me acusas de ser hoje quem sempre fui? Deixaste o mundo me julgar baseado na média esperada, tu me julgaste pela média! Tu fizeste igual àqueles que diversas vezes criticaste! </p>
<p>Acaso sabes o quanto tuas corretas obrigações me são ofensivas? Se não podes pensar e ver além dos outros, Aurel, és exatamente como os outros. Fala com teu Deus, pois ele perdoará tuas confissões e salvará tua alma. Eu não sou tão soberana.</p>
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		<title>Três de Espadas</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 04:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Levou tempo, Deus, como levou tempo. Precisei de seis meses para chegar a esta conclusão. Hoje tive vontade de escrever para o ex-namorado, hoje me dei conta que as feridas cicatrizaram. Por razões que nem cabem aqui, não escrevi nada, não mandei nada. Nem importaria mandar, seria apenas cutucar a ferida. É que hoje eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Levou tempo, Deus, como levou tempo. Precisei de seis meses para chegar a esta conclusão. Hoje tive vontade de escrever para o ex-namorado, hoje me dei conta que as feridas cicatrizaram. Por razões que nem cabem aqui, não escrevi nada, não mandei nada. Nem importaria mandar, seria apenas cutucar a ferida.</p>
<p>É que hoje eu queria dizer que eu realmente sinto muito que não deu certo. Que houve um momento em que eu acreditei, sabe? Eu, que poucas vezes na vida achei que isso seria possível, pensei a longo prazo. Quase um ano não é pouca coisa, não sei esquecer tudo que aquele relacionamento quase foi, não sei apagar tudo assim tão fácil.</p>
<p>Não é arrependimento de ter terminado, não é vontade de tentar de novo, não é amor. É só a dor de ter visto tudo que sonhamos juntos acabar. Eu acreditei, eu quis, eu amei. Só não foi o suficiente. </p>
<p>Agora eu sei que tive meu <em>&#8220;amor Grand Hotel&#8221;.</em></p>
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		<title>Eus</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 19:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Como uma pessoa diante do espelho, me sinto duas. Porque trabalho e relações superficiais exigem uma forma de conduta. Porque quando me sinto confortável, sou outra. Assim como no espelho, se a tendência de uma faceta é mover a mão direita, da outra é mover a mão esquerda. Porque a linearidade é tediosa, porque o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como uma pessoa diante do espelho, me sinto duas. Porque trabalho e relações superficiais exigem uma forma de conduta. Porque quando me sinto confortável, sou outra. Assim como no espelho, se a tendência de uma faceta é mover a mão direita, da outra é mover a mão esquerda.</p>
<p>Porque a linearidade é tediosa, porque o comodismo é um vício, mas principalmente porque autodefesa me é uma necessidade. Porque as pessoas não medem antes de agir e assim me atingem de formas devastadoras.</p>
<p>Então me perdoa por ser assim, seja você quem for, que lê estas linhas e se pergunta <em>uau, como assim? Essa não é a garota com quem estou acostumado</em>.</p>
<p>Não, esta é só uma menina que ainda se senta no canto, abraça as pernas e chora copiosamente por qualquer bobagem, que se importa demais com pessoas que sequer sabem disso, que sente um imenso nó na garganta ao falar de si mesma.</p>
<p>Esta sou eu, quando começo a sentir que vem um dos meus períodos de ostracismo, quando começo a atualizar mais este blog, quando começo a me sentir mais confortável em silêncio. E lhes digo, quando eu me fecho em silêncios, é quando mais preciso que as pessoas se importem.</p>
<p>Mas estão todos ocupados demais para olhar para uma menina que só precisa de colo. E ainda, diante de palavras assim só conseguem pensar <em>mas ela nem é mais uma menina</em>. Sabe, aí é que tá o problema, você tá olhando para o que você se acostumou a ver em mim, não exatamente o que eu sou.</p>
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		<title>Me perdi pelo caminho</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 00:38:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Em alguma parte do processo de ser eu mesma. Quando enterrei algumas coisas que eu não queria mais ser, enterrei junto uns pequenos detalhes, a cereja do bolo. Curiosamente, nestes dias em que ando tão perdida de mim, algumas almas perdidas, que guardam um cadinho de mim em suas memórias, têm puxado os fios de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em alguma parte do processo de ser eu mesma. Quando enterrei algumas coisas que eu não queria mais ser, enterrei junto uns pequenos detalhes, a cereja do bolo.</p>
<p>Curiosamente, nestes dias em que ando tão perdida de mim, algumas almas perdidas, que guardam um cadinho de mim em suas memórias, têm puxado os fios de Ariadne. Eu estou saindo. Não sobrou muita gente esperando na porta do labirinto, poucos têm paciência pra esperar tanto tempo assim. Mas eu já consigo vislumbrar os sorrisos de braços abertos.</p>
<p>Ponham água pro café, eu to chegando.</p>
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		<title>Metas para 2011 (que provavelmente não serão cumpridas)</title>
		<link>http://alma.lomyne.com/2011/01/metas-para-2011-que-provavelmente-nao-serao-cumpridas/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 19:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[verso]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Pensar menos nos outros e mais em mim. 2. Mandar mais pessoas tomarem no cu. 3. Rever minhas prioridades de tempo e dinheiro. 4. Tomar vergonha na cara e correr atrás do mestrado. 5. Ligar o foda-se e ser mais feliz. 6. Fazer jus a fama que eu tenho, a todas que eu tenho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Pensar menos nos outros e mais em mim.<br />
2. Mandar mais pessoas tomarem no cu.<br />
3. Rever minhas prioridades de tempo e dinheiro.<br />
4. Tomar vergonha na cara e correr atrás do mestrado.<br />
5. Ligar o foda-se e ser mais feliz.<br />
6. Fazer jus a fama que eu tenho, a todas que eu tenho.<br />
7. Rever alguns amigos com mais frequência.<br />
8. Tuitar menos, blogar mais.</p>
<p>É, acho que tá bom, melhor do que prometer demais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Foras da Lei</title>
		<link>http://alma.lomyne.com/2010/12/foras-da-lei/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 01:49:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Em algum lugar escuso do mundo, um determinado grupo de pessoas gravou um código moral. Definido não se sabe com base em quê, regido não se sabe por quem. Tudo que se sabe é o tipo de escória humana que o protege. Como cristãos estúpidos a perseguir pagãos na Europa medieval, empunham tochas, movem-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em algum lugar escuso do mundo, um determinado grupo de pessoas gravou um código moral. Definido não se sabe com base em quê, regido não se sabe por quem. Tudo que se sabe é o tipo de escória humana que o protege.</p>
<p>Como cristãos estúpidos a perseguir pagãos na Europa medieval, empunham tochas, movem-se em bandos inescrupulosos e gritam QUEIMEM AS BRUXAS! Perseguem por razões indignas, medíocres, perseguem o que não compreendem, perseguem porque são ignorantes.</p>
<p>Agem como se tivessem o dever sagrado de proteger algo como um código moral soberano. Mas se esquecem que para julgar com base neste código lhes falta algo: moral ilibada. Como podem se considerar no direito de apontar certo e errado, estes malditos imbecis desprovidos do menor senso de educação e civilidade?</p>
<p>Eu posso aguentar o que fazem comigo, estes filhos de uma puta, porque eu cheguei depois, porque nunca fui bem quista. Mas não consigo aceitar o que fazem com um dos que chamam de melhor amigo, como julgam aquele moço de riso fácil e companheirismo gigantesco. Me dói de uma forma descomunal saber que eu, a mais inconveniente, sou mais amiga do que aqueles paladinos da mediocridade humana, legítimos símbolos do que eu desprezo na sociedade.</p>
<p>Parabéns aos quatro idiotas, célebres senhores da sociedade curitibana, baluartes do feudo do Batel (mesmo não sendo daqui). Conquistaram meu desprezo incondicional, não pelo que fazem comigo &#8211; porque eu aguento -, mas pelo que fazem ao seu amigo.</p>
<p>Não fazem por merecer amizade nenhuma, além de uns aos outros.</p>
]]></content:encoded>
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